O programa de implantação deve considerar uma fase inicial relativa às negociações que terão curso, visando a definição do grupo investidor de cada empreendimento. Uma ênfase particular deverá ser dada àqueles nucleadores de outros empreendimentos, como é o caso das unidades Termelétrica, Barrilha, Magnésio e Etano/Eteno/PVC, pois as mesmas se colocam em etapas críticas em relação às demais em termos de viabilidade do Pólo e de sua seqüência lógica de implantação.

Cronograma Físico
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O cronograma físico de implantação apresentado abaixo, baseado na matriz industrial e nas necessidades de infra-estrutura apresentados, considera a implantação do Pólo finalizada até o ano de 2004. As unidades nucleadoras operariam já a partir do final do ano 2000 (Usina Termelétrica e Barrilha) e de 2001 (Magnésio e Etano/Eteno/PVC).

Cronograma Financeiro
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As Tabelas 1 e 2 apresentam, respectivamente:

Tabela 1 - valores em US$ mil

  TOTAL 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 Responsabilidade
1. GERAL 4.515 25 200 890 1.400 700 700 400 400  
Administração 2.750     50 700 700 700 400 400 Governo do Estado
Plano Diretor 190 20 170             Governo do Estado
EIA/RIMA 75 5 30 40           Governo do Estado
Desapropriações 1.500     800 700         Governo do Estado
2. OBRAS DE IMPLANTAÇÃO 1.757.477     5.780 129.900 200.027 540.089 665.485 216.192  
2.1 Infra-Estrutura Externa 20.000     2.500 11.000 1.500 5.000      
Ferrovia 1.500       1.000 500       Companhia Ferroviária do Nordeste
Porto 18.500     2.500 10.000 1.000 5.000     CODERN/Operador Portuário
2.2 Infra-Estrutura Urbana 16.300     550 2.750 7.500 2.200 2.200 1.100 Governo do Estado
2.3 Gasoduto 7.000         2.200 3.360 1.440   POTIGÁS
2.4 Etenoduto 3.000           900 1.500 600 Empreendedor Cloro/Soda/PVC ou PETROBRAS
2.5 Sistema Elétrico 4.000       1.600 2.400       COSERN
2.6 Água 4.800       1.440 3.360       CAERN
2.7 Salmouroduto 4.200       1.260 2.940       Empreendedor Cloro/Soda/PVC ou Governo do Estado
2.8 Telecomunicações 4.500       450 1.800 900 900 450 TELEMAR e/ou EMBRATEL
2.9 Infra-Estrutura Interna 24.000       4.800 7.200 8.400 3.600   Governo do Estado
2.10 Empreendimentos Produtivos 1.669.677     2.730 106.600 171.127 519.329 665.845 214.042  
Usina Térmica 170.000     1.700 66.300 68.000 34.000     PÓLO/PETROBRAS/COTEMINAS
Barrilha 103.330     1.030 40.300 41.330 20.670     Empreendedor
Magnésio 567.970         56.797 283.985 227.188   Empreendedor
Separação Etano/Adaptações 50.000         5.000 25.000 20.000   PETROBRAS
Eteno 194.698           38.939 116.818 38.939 PETROBRAS/Parceiros
Cloro/Soda/PVC 451.749           90.349 225.874 135.524 Empreendedor
Derivados do Bromo 6.970           1.394 3.485 2.091 Empreendedor
Vidro 100.000           20.000 50.000 30.000 Empreendedor
Metassilicato de Sódio 4.160           832 2.080 1.248 Empreendedor
Detergente 20.800           4.160 10.400 6.240 Empreendedor
TOTAL 1.761.992 25 200 6.670 145.600 200.727 540.789 665.885 216.392  


Tabela 2
- valores em US$ mil

TOTAL TOTAL 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004
GERAL 4.515 25 200 890 1.400 700 700 400 200
Administração 2.750 20   50 700 700 700 400 200
Plano Diretor 190   170            
EIA/RIMA 75 5 30 40          
Desapropriações 1.500     800 700        
OBRAS DE IMPLANTAÇÃO 35.000     550 7.550 9.400 10.600 5.800 1.100
Infra-Estrutura Urbana 11.000     550 2.750 2.200 2.200 2.200 1.100
Infra-Estrutura Interna 24.000       4.800 7.200 8.400 3.600  
TOTAL 39.515 25 200 1.440 8.950 10.100 11.300 6.200 1.300

Pode-se observar que os desembolsos mais significativos estão previstos para os anos 2001 e 2003.

De US$ 1.844 milhão estimado para o Pólo como um todo, à exceção dos investimentos da PETROBRAS e aqueles relacionados ao Centro de Tecnologia do Gás, o Estado deverá participar com cerca de US$ 40 milhões, visando sobretudo o atendimento das necessidades de infra-estrutura urbana da cidade de Macau e também o fornecimento da infra-estrutura interna básica requerida para a instalação do Pólo.

Conforme apresentado, o investimento referente à implantação da usina térmica será de responsabilidade das empresas componentes do Pólo, inclusive PETROBRAS e COTEMINAS. Apesar de não fazer parte do Pólo, a COTEMINAS dispõe de uma cota de gás incentivado de até 500.000 m3/dia, desde que consumidos em seu parque fabril do Rio Grande do Norte. De acordo com o modelo atualmente em negociação, firmado em memorando de entendimentos, o Estado assumiria o lugar de componentes do Pólo até a definição do empreendedor definitivo.

A participação da COTEMINAS aumenta a capacidade da usina, com conseqüentes vantagens de economia de escala para todos os participantes do empreendimento e usuários de seus produtos.

A rubrica referente à separação de etano (para posterior produção de eteno) e de outras adaptações necessárias no complexo da PETROBRAS no Estado, foram consideradas como de responsabilidade desta empresa, em virtude da natural integração da cadeia produtiva.

No que diz respeito aos investimentos relativos à empresa produtora de eteno, estes são apresentados como sendo responsabilidade de uma parceria entre a PETROBRAS e outros, provavelmente os sócios da unidade de PVC, seguindo o modelo adotado para o pólo produtor de polietileno a ser implantado no Rio de Janeiro.


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